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Feel Me

Sou tudo o que escrevo e escrever é o que me move!

Feel Me

Sou tudo o que escrevo e escrever é o que me move!

Sex | 01.05.15

Vamos dançar?

sueamado
Feelme/Vamos dançar?


Chamaste-me com o olhar, senti-te na minha nuca, e virei-me!

O teu sorriso e a mão estendida disseram-me que querias dançar comigo, e eu fui, devagarinho, a mover o corpo que já sentia agarrado por ti, que eu iria encostar, tanto, que se fundisse no teu, que sentíssemos, ambos, todos os pedaços que são de cada um, mas que pertencem aos dois.

Ainda só tenho a tua mão, mas estou tão próxima, agora, que a tua respiração chega aos meus cabelos e entra na minha boca aberta. para ti, misturando-se para que passemos a ser apenas um.

Sei que te estou a deixar desconfortável, excitado, com um desejo que depois não poderei conter, mas insisto, jogo um pouco e finalmente permito que me abraces, pela cintura, puxando-me com uma força que controlaste, mas que fez com que os meus pés quase saíssem do chão.

- Estás a picar-me miúda, olha que depois vingo-me.

Já não oiço a música, quero apenas que não me largues, que me mordas, assim, dessa forma tão suave, e ao mesmo tempo a passar-me uma dor que me liga por dentro e me dá um prazer que o meu corpo conhece tão bem.

- Já te disse que és tu, que só te quero a ti?

Sorris-me de volta como resposta, tu sabes, tu sentes, toda eu falo, mesmo quando não uso palavras, sobretudo quando não o faço. Já me apertaste um pouco mais, quase que não sinto o ar correr.

- Queres fazer amor aqui comigo?
- Não peças duas vezes, olha lá.

Ok, vamos dançar, afinal de contas não estamos apenas nós, daqui a pouco já nos cuidamos e acabamos a apagar este fogo. Olhem o que a música faz, quando as pessoas são certas!



Sex | 01.05.15

Vamos dançar?

sueamado
Feelme/Vamos dançar?


Chamaste-me com o olhar, senti-te na minha nuca, e virei-me!

O teu sorriso e a mão estendida disseram-me que querias dançar comigo, e eu fui, devagarinho, a mover o corpo que já sentia agarrado por ti, que eu iria encostar, tanto, que se fundisse no teu, que sentíssemos, ambos, todos os pedaços que são de cada um, mas que pertencem aos dois.

Ainda só tenho a tua mão, mas estou tão próxima, agora, que a tua respiração chega aos meus cabelos e entra na minha boca aberta. para ti, misturando-se para que passemos a ser apenas um.

Sei que te estou a deixar desconfortável, excitado, com um desejo que depois não poderei conter, mas insisto, jogo um pouco e finalmente permito que me abraces, pela cintura, puxando-me com uma força que controlaste, mas que fez com que os meus pés quase saíssem do chão.

- Estás a picar-me miúda, olha que depois vingo-me.

Já não oiço a música, quero apenas que não me largues, que me mordas, assim, dessa forma tão suave, e ao mesmo tempo a passar-me uma dor que me liga por dentro e me dá um prazer que o meu corpo conhece tão bem.

- Já te disse que és tu, que só te quero a ti?

Sorris-me de volta como resposta, tu sabes, tu sentes, toda eu falo, mesmo quando não uso palavras, sobretudo quando não o faço. Já me apertaste um pouco mais, quase que não sinto o ar correr.

- Queres fazer amor aqui comigo?
- Não peças duas vezes, olha lá.

Ok, vamos dançar, afinal de contas não estamos apenas nós, daqui a pouco já nos cuidamos e acabamos a apagar este fogo. Olhem o que a música faz, quando as pessoas são certas!



Sex | 01.05.15

De lá...

sueamado
Feelme/De lá...


Não se volta!

Não temos como voltar do lugar onde enterraram metade de nós. Não sabemos como tirar, de dentro, do buraco, do escuro, a esperança feita em pedaços, minúsculos, de vidro, que só teriam porque se partir, quando nos agarraram com uma força desmedida e nos fizeram perder o suporte.

Quando alguém se entrega, acreditando que poderia estar de alma aberta, sem camuflagens, usando e falando de todas as palavras, saindo da sombra, rindo-se à luz que surge, caminhando com passos seguros, em direcção a alguém e a algum lugar, fica tão vulnerável que se for magoado, atingido, numa luta desleal, numa entrega falsa, muito dificilmente sairá inteiro...

De lá não se volta, desse lugar obscuro onde se passa a questionar tudo. A sensação de medo claustrofóbico paralisa cada membro, prende até a respiração e deixa-nos a morrer, enterrados, tão abaixo da terra, que escapar passará apenas pela capacidade de vermos mais para lá, para fora da bolha, como se uma mão estendida nos guiasse, e nos puxasse forte. O corpo até poderá vir à superfície, mas o resto morrerá, como morto ficará até o olhar, a capacidade de voltar a acreditar, a coragem de sentir o que nos matou antes.

De lá não se volta, fica-se morto-vivo, e até os que se achavam fortes perceberão que apenas salvaram metade, tudo o resto, o que faria a diferença, o que existia para completar, para acrescentar, para que nunca se duvidasse, permaneceu lá!
Sex | 01.05.15

De lá...

sueamado
Feelme/De lá...


Não se volta!

Não temos como voltar do lugar onde enterraram metade de nós. Não sabemos como tirar, de dentro, do buraco, do escuro, a esperança feita em pedaços, minúsculos, de vidro, que só teriam porque se partir, quando nos agarraram com uma força desmedida e nos fizeram perder o suporte.

Quando alguém se entrega, acreditando que poderia estar de alma aberta, sem camuflagens, usando e falando de todas as palavras, saindo da sombra, rindo-se à luz que surge, caminhando com passos seguros, em direcção a alguém e a algum lugar, fica tão vulnerável que se for magoado, atingido, numa luta desleal, numa entrega falsa, muito dificilmente sairá inteiro...

De lá não se volta, desse lugar obscuro onde se passa a questionar tudo. A sensação de medo claustrofóbico paralisa cada membro, prende até a respiração e deixa-nos a morrer, enterrados, tão abaixo da terra, que escapar passará apenas pela capacidade de vermos mais para lá, para fora da bolha, como se uma mão estendida nos guiasse, e nos puxasse forte. O corpo até poderá vir à superfície, mas o resto morrerá, como morto ficará até o olhar, a capacidade de voltar a acreditar, a coragem de sentir o que nos matou antes.

De lá não se volta, fica-se morto-vivo, e até os que se achavam fortes perceberão que apenas salvaram metade, tudo o resto, o que faria a diferença, o que existia para completar, para acrescentar, para que nunca se duvidasse, permaneceu lá!
Sex | 01.05.15

De lá...

sueamado
Feelme/De lá...


Não se volta!

Não temos como voltar do lugar onde enterraram metade de nós. Não sabemos como tirar, de dentro, do buraco, do escuro, a esperança feita em pedaços, minúsculos, de vidro, que só teriam porque se partir, quando nos agarraram com uma força desmedida e nos fizeram perder o suporte.

Quando alguém se entrega, acreditando que poderia estar de alma aberta, sem camuflagens, usando e falando de todas as palavras, saindo da sombra, rindo-se à luz que surge, caminhando com passos seguros, em direcção a alguém e a algum lugar, fica tão vulnerável que se for magoado, atingido, numa luta desleal, numa entrega falsa, muito dificilmente sairá inteiro...

De lá não se volta, desse lugar obscuro onde se passa a questionar tudo. A sensação de medo claustrofóbico paralisa cada membro, prende até a respiração e deixa-nos a morrer, enterrados, tão abaixo da terra, que escapar passará apenas pela capacidade de vermos mais para lá, para fora da bolha, como se uma mão estendida nos guiasse, e nos puxasse forte. O corpo até poderá vir à superfície, mas o resto morrerá, como morto ficará até o olhar, a capacidade de voltar a acreditar, a coragem de sentir o que nos matou antes.

De lá não se volta, fica-se morto-vivo, e até os que se achavam fortes perceberão que apenas salvaram metade, tudo o resto, o que faria a diferença, o que existia para completar, para acrescentar, para que nunca se duvidasse, permaneceu lá!

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