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Feel Me

Sou tudo o que escrevo e escrever é o que me move!

Feel Me

Sou tudo o que escrevo e escrever é o que me move!

Sex | 12.07.19

A vida em códigos!

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Se soubéssemos e entendêssemos mesmo a vida com cada um dos códigos com que nos "presenteia" diariamente, certamente que as nossas escolhas seriam mais acertadas. Se houvesse forma, e talvez até haja, de nos entendermos, a nós e a todos quantos vão surgindo nem sempre por escolha nossa, quem sabe alguns dos dramas não passariam apenas a ser momentos difíceis.

A minha experiência, aquilo que aprendi e o que me trouxe até onde estou hoje, não será a tua e muito dificilmente conseguirás encaixar os passos que tive que dar, nos teus. Os teus códigos são outros e as tuas escolhas levar-te-ão mais ou menos longe, assim o desejes. Tanto que nos falam na força, mal começamos com os primeiros passos e ainda bébés, mas a diferença é que aí e durante algum tempo, teremos as mãos que segurarão as nossas e os olhares que guiarão as nossas escolhas momentâneas, levando-nos onde acreditam ser mais certo e seguro. Ter força, mantendo-a para quando nos fizer mesmo falta, isso sim já vai obrigar a muitos códigos desvendados.

A vida vem mesmo em códigos, mas os teus, se estiveres atento, fornecerão todas as coordenadas para que chegues de forma determinada e segura até onde poderás então repousar e usufruir!

Só te posso dizer que a leitura nunca termina e que até quando já tiveres o que te propuseste, ainda terás que continuar a apoiar os que não sabem e os que não conseguem fazer-se a si mesmos o que lhes cabe. A tua felicidade será sempre um fio muito pouco extensível e que partirá rapidamente se a força exercida for em demasia. A tua felicidade dependerá sempre de muitos outros e não adiantará que queiras ser apenas tu, por ti e contigo.

Soluções e estratégias? Ir descodificando de forma consistente cada pedaço de vida que nos é oferecido, nunca tomando o hoje por garantido, porque o amanhã, se estivermos desatentos, poderá bem ser pesado, doloroso e mortal...
Qua | 10.07.19

O tempo no meu tempo!

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Zsófia Jámbor Photography - Portrait/Fashion



Tenho que manter o meu tempo, aquele em que sou apenas a que faz o que apenas eu sei fazer. Tenho que moldar o meu tempo para que até as mudanças me mantenham real, não permitindo que me mude demasiado, para que o tempo continue a correr a meu favor.

O tempo no meu tempo é muito próprio, é o tempo de quem foge para um universo paralelo do qual muito poucos fazem parte. É no meu tempo, aquele que uso para me libertar das palavras que a serem aprisionadas me consomem, que me redescubro e passo a ser de um formato que nem sempre me é familiar. Sou de uma característica que já me assustou pela impossibilidade de encontrar correspondência com quantos privam comigo. Sou tão estranha quanto consigo estranhar o que construo, mas completamente familiar para mim, porque me dou nas palavras, embrulho-me nos desejos e satisfaço-me com o que crio. Sou tudo o que vem bem de dentro de mim, sabendo quando saio do meu tempo, que se torna difícil para os que me são próximos entenderem-me.

O tempo no meu tempo é sempre solitário, mesmo que carregue as palavras de outros, os seus próprios sonhos e desalentos. Não tenho forma de me partilhar enquanto construo mundos de fantasia, mas tão reais que chegam a muitas almas, as que acabam a padecer dos mesmos amores e desamores. O tempo no meu tempo é aproveitado ao segundo, porque tenho de me dar a uma velocidade que me transcende e que me força a "despejar" o que me consome.

Ser a mulher das palavras faz-me ter demasiadas, usando-as sem interrupção quando alguns prefeririam talvez silêncios. Ser esta mulher, a que não se distancia demasiado do que constrói, deixa que o meu tempo continue a ser o mesmo.
Qua | 10.07.19

O tempo no meu tempo!

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Zsófia Jámbor Photography - Portrait/Fashion



Tenho que manter o meu tempo, aquele em que sou apenas a que faz o que apenas eu sei fazer. Tenho que moldar o meu tempo para que até as mudanças me mantenham real, não permitindo que me mude demasiado, para que o tempo continue a correr a meu favor.

O tempo no meu tempo é muito próprio, é o tempo de quem foge para um universo paralelo do qual muito poucos fazem parte. É no meu tempo, aquele que uso para me libertar das palavras que a serem aprisionadas me consomem, que me redescubro e passo a ser de um formato que nem sempre me é familiar. Sou de uma característica que já me assustou pela impossibilidade de encontrar correspondência com quantos privam comigo. Sou tão estranha quanto consigo estranhar o que construo, mas completamente familiar para mim, porque me dou nas palavras, embrulho-me nos desejos e satisfaço-me com o que crio. Sou tudo o que vem bem de dentro de mim, sabendo quando saio do meu tempo, que se torna difícil para os que me são próximos entenderem-me.

O tempo no meu tempo é sempre solitário, mesmo que carregue as palavras de outros, os seus próprios sonhos e desalentos. Não tenho forma de me partilhar enquanto construo mundos de fantasia, mas tão reais que chegam a muitas almas, as que acabam a padecer dos mesmos amores e desamores. O tempo no meu tempo é aproveitado ao segundo, porque tenho de me dar a uma velocidade que me transcende e que me força a "despejar" o que me consome.

Ser a mulher das palavras faz-me ter demasiadas, usando-as sem interrupção quando alguns prefeririam talvez silêncios. Ser esta mulher, a que não se distancia demasiado do que constrói, deixa que o meu tempo continue a ser o mesmo.
Sex | 05.07.19

Era uma vez...

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Muses - #illustration #Muses


Era uma vez, num lugar cujo nome importa pouco, uma mulher com um nome igualmente sem importância. A mulher que ninguém via, não porque fosse pouco interessante, mas porque não se importava o bastante com nada que a envolvia. Achava que lhe bastava ser ela mesma, decidir, sozinha cada passo, tomando nas suas mãos o poder de recusar de não querer e de não olhar. 

Era uma vez mais uma alma, daquelas que acredita não precisar de se dar, porque ninguém estará pronto para a receber. Vai ficando no final da sua própria linha, mas na frente do que conhece, apenas ela, sempre ela, numa solidão que a envolve e confunde, mas da qual não consegue sair. 

Era uma vez, num tempo que é este e que supostamente seria para quem já aprendeu a viver, uma vida que se vai perdendo, dia após dia, num vazio cheio de todos os barulhos que os outros criam e que ela acabou a aceitar. 

Era uma vez um amor que não conseguiu ver nascer, porque nunca o soube reconhecer. A promessa de nunca depender de ninguém, comandando um coração que acabou sozinho, porque o que não se enche e preenche mata-se de um vazio que se agiganta. 

Era uma vez, mais uma e mais outra mulher que se acabaram a juntar num quase ritual de loucura, por terem desistido do amor que não conseguem receber, e do qual nenhuma poderá jamais sair, porque já não sabem como...
Sex | 05.07.19

Era uma vez...

sueamado
Muses - #illustration #Muses


Era uma vez, num lugar cujo nome importa pouco, uma mulher com um nome igualmente sem importância. A mulher que ninguém via, não porque fosse pouco interessante, mas porque não se importava o bastante com nada que a envolvia. Achava que lhe bastava ser ela mesma, decidir, sozinha cada passo, tomando nas suas mãos o poder de recusar de não querer e de não olhar. 

Era uma vez mais uma alma, daquelas que acredita não precisar de se dar, porque ninguém estará pronto para a receber. Vai ficando no final da sua própria linha, mas na frente do que conhece, apenas ela, sempre ela, numa solidão que a envolve e confunde, mas da qual não consegue sair. 

Era uma vez, num tempo que é este e que supostamente seria para quem já aprendeu a viver, uma vida que se vai perdendo, dia após dia, num vazio cheio de todos os barulhos que os outros criam e que ela acabou a aceitar. 

Era uma vez um amor que não conseguiu ver nascer, porque nunca o soube reconhecer. A promessa de nunca depender de ninguém, comandando um coração que acabou sozinho, porque o que não se enche e preenche mata-se de um vazio que se agiganta. 

Era uma vez, mais uma e mais outra mulher que se acabaram a juntar num quase ritual de loucura, por terem desistido do amor que não conseguem receber, e do qual nenhuma poderá jamais sair, porque já não sabem como...
Qua | 03.07.19

Matar a lembrança!

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Photographer: Ben Kruse - Tribe Archipelago LXC 04 - www.benkruse.net


Matar a lembrança é morrer de cada vez que o fazemos. Matamos de forma tão rápida quanto possível, o que nos lembra cada sorriso, cada palavra e os inúmeros desejos e sonhos quebrados. Matamos até os pensamentos... Se ao menos eles se deixassem morrer, mas recusam-se, estóicos e armados em cavaleiros montados em cavalos brancos, altivos e prontos para qualquer batalha.

O depois, o momento em que se ouve ou diz um não, inicia o processo longo, bem mais demorado do que o sim que se acabou a proferir, sem saber como saiu, de onde veio e o que o motivou. Apagar, riscando com uma borracha emocional, o que não fomos capazes de manter, carrega uma dor que rasga, que culpa e que nos cobra até o novo respirar, porque na verdade passamos a respirar de forma diferente, sozinhos, descompassados e sem outro som que não o nosso. Matar a lembrança, cada lembrança, mata-nos inevitavelmente e leva de volta a esperança que se instalara, o desejo que regressara, vivo e alerta de sermos desejados, cuidados e amados incondicionalmente. Matar a lembrança de um amor que chegou com uma força e vida que nem sabíamos ser capazes de sentir, deixa-nos no primeiro minuto a nadar sofregamente para não morrermos com ele.

Não se pede, nem se procura até quando o fazemos, mas o que é nosso e tudo aquilo que teremos que viver e aprender, vem na nossa direcção e sem possibilidade de desvios. Não se pede nenhum amor, mas quando ele nos atinge, muda-nos, redirecciona-nos e coloca em perspectiva o que é mesmo importante. Não se pede amores que podem matar como um raio, mas eles chegam assim mesmo e provam-nos que não controlamos nada, nem o início nem o fim.

Não quero matar a lembrança. Não quero deixar de pensar e de sentir, mas preciso de me manter viva e de continuar. Não quero matar a lembrança porque isso seria matar-te, mas ou morres tu e eu sofro na mesma, ou morro eu e acabo mesmo morta!
Qua | 03.07.19

Matar a lembrança!

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Photographer: Ben Kruse - Tribe Archipelago LXC 04 - www.benkruse.net


Matar a lembrança é morrer de cada vez que o fazemos. Matamos de forma tão rápida quanto possível, o que nos lembra cada sorriso, cada palavra e os inúmeros desejos e sonhos quebrados. Matamos até os pensamentos... Se ao menos eles se deixassem morrer, mas recusam-se, estóicos e armados em cavaleiros montados em cavalos brancos, altivos e prontos para qualquer batalha.

O depois, o momento em que se ouve ou diz um não, inicia o processo longo, bem mais demorado do que o sim que se acabou a proferir, sem saber como saiu, de onde veio e o que o motivou. Apagar, riscando com uma borracha emocional, o que não fomos capazes de manter, carrega uma dor que rasga, que culpa e que nos cobra até o novo respirar, porque na verdade passamos a respirar de forma diferente, sozinhos, descompassados e sem outro som que não o nosso. Matar a lembrança, cada lembrança, mata-nos inevitavelmente e leva de volta a esperança que se instalara, o desejo que regressara, vivo e alerta de sermos desejados, cuidados e amados incondicionalmente. Matar a lembrança de um amor que chegou com uma força e vida que nem sabíamos ser capazes de sentir, deixa-nos no primeiro minuto a nadar sofregamente para não morrermos com ele.

Não se pede, nem se procura até quando o fazemos, mas o que é nosso e tudo aquilo que teremos que viver e aprender, vem na nossa direcção e sem possibilidade de desvios. Não se pede nenhum amor, mas quando ele nos atinge, muda-nos, redirecciona-nos e coloca em perspectiva o que é mesmo importante. Não se pede amores que podem matar como um raio, mas eles chegam assim mesmo e provam-nos que não controlamos nada, nem o início nem o fim.

Não quero matar a lembrança. Não quero deixar de pensar e de sentir, mas preciso de me manter viva e de continuar. Não quero matar a lembrança porque isso seria matar-te, mas ou morres tu e eu sofro na mesma, ou morro eu e acabo mesmo morta!

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