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Feel Me

Sou tudo o que escrevo e escrever é o que me move!

Feel Me

Sou tudo o que escrevo e escrever é o que me move!

Ter | 29.09.15

Acordares que nos despertam!

sueamado
Feelme/Acordare que nos despertam!


Ou despertares que nos acordam, não sei muito bem qual a ordem, mas uma leva à outra e terminam, ambas com o que começou da forma errada!

Por vezes fico com um enorme receio de ainda ser vista com mais distância do que o habitual. De que achem que me coloco num lugar ao qual os outros não terão como chegar, mas asseguro-vos de que não se trata de afastamento, de supremacia ou sequer de altivez, é tão somente a tentativa de cada vez mais estar "aqui" neste lugar que é meu enquanto por cá andar, de poder ser mais inteira e de ensinar, TUDO, da forma certa, aos meus, porque eu sei que eles me olham, que analisam e comparam, sei porque mo dizem, quando também eles ficam incrédulos perante tanto facilitismo, perante relações que as progenitoras lhes impingem, por medos de uma solidão que apenas ampliam, enquanto procuram o que nem sabem onde e como existe, invadindo as suas zonas de protecção, atirando-lhes com responsabilidades que não lhes cabem, "desamando-os" demasiadas vezes, esquecendo-se de se lembrarem dos outros, uma vez que se esqueceram, definitivamente, de si mesmas.

Eu sou quem se vê, em todas as circunstâncias, cuido da minha saúde mental e do meu bem estar físico, porque apenas tenho este corpo e mente para me conduzirem numa jornada que sei quando começou, mas da qual não tenho sequer ideia de fim. Preciso de saber de mim quando precisar de mim, preciso de usar da minha experiência para tomar resoluções, mas sempre e só, baseadas no que nos conferir a todos, uma vida à qual nos quereremos agarrar e usufruir.

Hoje acordei para um facto, indubitável, quem eu quero não me quer e nunca quis, não da forma que o esperava e precisava e assim sendo não tenho pelo que lutar, nem nada a manter. Os sinais estiveram sempre "lá" e eu apenas HOJE, percebi que serei sempre a minha maior amiga ou a pior inimiga, mas visto que sei qual das duas prefiro, preferi continuar a ser eu, a mãe que os meus filhos já reconhecem mesmo antes de falar, a que sabem que NUNCA desistirá da felicidade que lhes prometeu dar assim que nasceram, e a que se ama cada vez mais, porque só assim poderá aceitar, um dia, um amor que a ame de igual forma, e nessa altura, e apenas nessa altura, os poderá incluir na sua felicidade e introduzir no núcleo, no ninho,  quem for responsável por mais bem estar. Mais do muito que já temos, nunca menos.

Hoje tive um acordar que me despertou, e despeitei para este acordar, sentindo-me uma pessoa bem mais completa, resolvida e pronta. Não me preciso de dizer mais nada, não a mim, a personagem principal desta e de todas as histórias da qual venha a fazer parte.

Hoje despertei e fiquei livre, finalmente!