Dom | 01.02.15
Como estás?
sueamado
Foi simpático da tua parte perguntar, mas tu sabes que eu sei que sabes, e o que sabemos ambos não é bom!
Estou a tentar sobreviver, estou como o tempo, tanto o meu corpo se move determinado como se recusa a obedecer-me.
Estou a esforçar-me para não ceder à minha vontade de me fechar, de nunca mais aceitar quem quer que seja, de fugir.
Hoje fizeste-me bem, falámos de tudo, menos do sentimento que continuas a nutrir por mim, poupaste-me à sensação de desconforto que sempre experiencio de cada vez que me desculpo por não te amar, estiveste mesmo comigo, senti-te e conseguiste curar um pedaço considerável da minha doença. Que fácil seria se fosses tu, quanto antecipo que me darias, que bem me farias se ao menos te olhasse como me olhas tu...
Cada hora que passámos juntos, numa caminhada em que parecíamos um casal, em que, de mãos dadas, me senti protegida, cuidada, falando acelerada de tudo o que me aconteceu, ou calando-me por me sentir envergonhada com tanto sentimento rejeitado. Secaste as lágrimas, sorriste-me, para que te sorrisse de volta e consegui ouvir o teu coração bater, de ansiedade, de medo e alguma tristeza, como disseste tu, por não saberes como me provar que seria a mulher mais amada do planeta se te aceitasse.
Perdoa-me meu amigo, a perda é minha, porque tu um dia encontrarás a mulher que receberá essa tua grandeza de alma e nunca olhará para trás, nem te perderá de vista, porque seria uma louca se o fizesse. Um dia serei eu a ver-te sorrir e certamente que os sabores serão misturados, pela alegria de te saber feliz e pela tristeza de nunca mais poder ter dias como o de hoje. Obrigada, por tudo!